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Como (não) passar roupas

Ah, que saudade das minhas roupinhas assim...

Eis que em um belo dia, eu percebi que aquela torre de roupa limpa cheirando a amaciante, e ainda quentinha por causa do ferro, nunca mais apareceu erguida dentro do meu armário. “Que tipo de brincadeira de mau gosto é essa?”, mentalizei, mas no mesmo segundo voltei à realidade e me lembrei  de que a minha vida havia se tornado um imenso “faça você mesmo”.

Depois de lavar louças, passar roupa é a atividade mais chata que existe no cotidiano dos solitários. Não sei se todos são assim, mas eu mesma só passo roupa na hora de usar (apesar de que ligar o ferro todo dia gasta muito mais energia do que passar um montão de uma só vez). Mas pra evitar a fadiga, tenho algumas dicas que ajudarão você a se manter cada vez mais longe do seu Black & Decker velhinho.

* Depois de lavar, não pendure a roupa de qualquer jeito no varal porque ela vai ficar torta e cheia de marcas – e aí aquela engomadinha básica vai ser inevitável. Se for uma simples camiseta ou blusinha feminina, dobre ao meio e deixe bem esticada. Assim ela ficará equilibrada no varal e você nem vai precisar de pregador. Se for uma camisa social ou jaqueta, seque pendurada no cabide. Ela fica perfeita, acredite.

* Calças são um pouco mais complicadas: se for jeans, use bastante amaciante na lavagem. Do contrário, sua calça vai sair da máquina toda dura, parecendo que adquiriu uma alma e quer sair andando por aí. No varal, pendure-a na vertical e com os pregadores segurando pelo cós. Mantenha bem esticada, ta? A mesma dica vale para outras roupas como saias ou shorts jeans. (há uma outra alternativa bem trash de tornar sua calça imunda em limpa de novo. Leia aqui). Mas se a peça for social, a dica do cabide também é válida. Basta pendurar na parte do meio e na marcação dos vincos.

* Pijamas, lençóis e peças íntimas: não preciso comentar, né? Ninguém passa isso.

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Começando pelo básico

Meu arrozinho com cenoura: simples e gostoso!

E hoje vamos inaugurar mais uma categoria do blog: comidinhas para um. É bacana cozinhar, mas fazer isso todos os dias é chato, principalmente quando só você mesmo irá comer. Por outro lado, também é ruim aquela comida requentada que já foi e voltou da geladeira mil vezes, certo? Então o esquema é simples: cozinhe quantidade suficiente para que acabe no dia seguinte.  Não sabe cozinhar? Então continua a leitura porque chegou a hora de aprender a fazer o clássico, o querido e o mais versátil acompanhamento de todos: o arroz!

Você, caro amigo solitário, provavelmente está acostumado a comer aquele arroz soltinho e bem branquinho que só as mães conseguem fazer. Pois esqueça essa beleza por um tempo: nas primeiras vezes, o seu arroz sairá meio marronzinho e também empapado.  Isso acontece porque você é bem distraído como eu e deixou o alho queimar e depois colocou água suficiente para cozinhar o saco de 5 kg de uma só vez. Preste atenção na forma correta de se fazer:

Passo 1:  Separe o arroz que será preparado. O ideal para quem mora sozinho é fazer 1 copo por vez. Isso, aqui em casa, costuma durar duas refeições.
Passo 2: Na panela, coloque o óleo, o alho e o sal (uma colher de sopa de cada, mais ou menos) em fogo baixo. Quando estiver exalando aquele cheirinho bom de cozinha de vó, acrescente um quarto de cebola em pedaços (isto é opcional).
Passo 3: Depois de refogar a cebola, coloque o arroz e misture bem durante 35 segundos (não que precise cronometrar, mas é que eu gosto de fazer assim).
Passo 4: Coloque água suficiente para cobrir o arroz e mais dois dedos acima. Mais que isso ele empapa e menos fica duro, parecendo alpiste.  Pra dar uma corzinha,  você pode colocar meia cenoura ralada, se quiser. Aí é só rezar pra ter dado certo e esperar secar.

Pronto! Agora você já pode servir o seu espetacular arroz ou com um ovo frito ou com um belo baby beef, vai do bolso gosto do freguês.

Às compras!

Me sinto praticamente imortal quando estou em poder de um carrinho de compras

Uma das atividades mais constantes de quem mora sozinho é ir ao supermercado. Para mim, antes isso era sinônimo de arremessos de guloseimas e mais guloseimas no carrinho empurrado pela minha mãe. Até aquela sobremesa nova que eu ainda nem tinha visto propaganda na TV era atirada em meio às habituais. Hoje a coisa mudou um pouco, e antes de sequer olhar para qualquer torta de chocolate com nozes, eu penso 346 vezes se devo realmente incluí-la no carrinho – agora empurrado por mim.

A primeira ida ao supermercado é a mais divertida (a segunda e a terceira também!).  A sensação de poder comprar o que quiser é bem gostosa. Veja bem: o que quiser, o que não significa que você precise. Por isso, é extremamente importante levar uma lista com todos os itens que precisam ser comprados. Depois de pegar tudo, sinta-se livre pra acrescentar o que mais tiver vontade. Você vai notar que nas primeiras vezes as suas compras, provavelmente, se resumirão em chocolates (quem não gosta?), bandejas de carne já cortada (porque um bife é feito em, aproximadamente três minutos e meio), tomates (tem salada mais fácil de ser preparada?) e o alimento-símbolo dos solitários: incontáveis pacotes de miojo! Durante algum tempo, o seu cardápio não vai variar muito, mas, acredite: isso enjoa!

Já cansou do miojinho da Mônica e do bife duro que ficou rolando na geladeira a semana toda? Sinal que é hora de fazer algumas alterações na sua listinha de compras e começar a adquirir alimentos que exijam um pouco mais de elaboração no preparo (se não sabe cozinhar, vem comigo que é sucesso! Nos próximos posts darei dicas bem gostosinhas). É legal tomar cuidado para não comprar coisas demais, porque ficam esquecidas no armário e estragam. O meu conselho é ir ao supermercado uma vez por semana, assim você vai se habituando com os produtos que gosta de ter em casa sempre e os consome ainda frescos.

Quem tiver alguma dica ou mandinga na hora de ir às compras, fique à vontade para me contar!

Antes o aspirador do que a TV!

Hoje vou inaugurar uma nova categoria no blog: Não faça isso em casa! Leve este nome a sério, porque o que eu vou contar aqui não é brinquedo não! Preparados? Lá vai:

Certo dia, resolvi deixar o espírito de Amélia se incorporar em mim mais do que o normal. Eu o recebi de coração aberto, com vassouras, panos e todos os outros utensílios de limpeza a postos. Decidi que, naquela solitária tarde de domingo, eu ia deixar o meu pequeno apartamento mais limpo do que comercial de Veja Multiuso. Varri primeiro, pra tirar a poeira mais grossa (morar no Centro é um problema: tem muito mais pó por causa dos carros, ônibus e etc) e logo em seguida, sempre ao som de uma música animada, fui passando o aspirador de pó pra me livrar de vez da poeira.

Eu me encontrava toda inclinada, com dor nas costas (pareço velha, né?), aspirando o apartamento todo quando me lembrei de que tinha algumas peças de roupa para serem lavadas. Parei tudo imediatamente e fui colocá-las na máquina (lembre-se sempre de separar por cores, viu? Isso será assunto para outro post…). Ok: roupas girando loucamente e eu de volta ao aspirador. Eis que, ao ligá-lo, CABOOM! Sim, meus caros, ele queimou. O barulho não foi muito alto, mas o supercheiro de queimado subiu na hora. Conclusão: TV + aspirador + máquina de lavar roupas ligados = um aparelho eletrodoméstico a menos.

Depois dessa fiquei mais espertinha e, toda vez que minhas roupas estão sendo lavadas, não ligo qualquer aparelho que puxe mais energia.

PS – O Natal tá chegando e eu ainda estou sem aspirador #ficadica

Prós e contras

Que atire a primeira pedra quem nunca se pegou imaginando com a casa só para si. Aquele silêncio pede uma bagunça, uma música alta ou um belo descanso. Morar sozinho passa pela cabeça de 99% dos adolescentes e jovens, só que quando isso se torna uma realidade, você percebe que as vantagens podem ser tão intensas quanto as desvantagens.

Calma! Não precisa ter medo, desistir e voltar correndo pra casa dos seus pais. Um pouco de dinheiro maturidade é suficiente para te fazer seguir em frente. A palavra-chave  para pessoas que estão começando essa nova fase na vida, assim como eu, é prioridade. Você precisa ter noção do que é realmente necessário e o que pode ficar para depois (essa dica não vale se você for rico e completamente bancado pelos pais, ok?). E sabe por quê? Porque do dia pra noite você começa a ter que se preocupar com coisas que durante anos da sua vida nunca foram suas responsabilidades. E aí você se pergunta:

– Será que eu paguei a conta de luz/água/tv a cabo/aluguel/academia/cartão?

– Tem comida em casa?

– Por que minhas roupas pararam de aparecer limpas, passadas e dobradinhas dentro do meu armário?

– Quem deixou essa louça na pia?!

– Meu lençol ainda não foi trocado…por que, céus?!

E se você tem carro, meu amigo, acrescente mais algumas indagações e seja (in)feliz!

Não, não estou querendo te convencer de que morar sozinho é uma porcaria, porque não é! Não existe nada mais prazeroso do que ir ao supermercado e colocar no carrinho tudo que der vontade. É ótimo ligar a TV e tomar total posse do controle remoto. É maravilhoso tomar um banho em paz sem ninguém batendo na porta porque quer usar o banheiro. Adoro arrumar minhas coisas quando me dá na telha, e não quando me mandam. Gostoso mesmo é receber os amigos (e namorado!) e ficar à vontade. E não me façam falar da privacidade infinita e da sensação de paz que é estar consigo! Viu, só? Tudo na vida tem dois lados, você só precisa valorizar mais um ou outro.