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O que eu aprendi

Hoje eu parei pra pensar: faz quase um ano que moro sozinha, embora pareça muito mais. Nesses últimos meses muitas coisas se passaram e uma coisa eu afirmo: estou mudada. Acompanhe a seguir algumas destas mudanças.

– É impressionante como você  começa a desenvolver manias quando não divide o teto com ninguém. Eu, por exemplo, passei a ter mania de alinhamento. Todos os meus objetos têm de estar paralelamente alinhados (controle remoto, porta-retratos, livros, cremes, etc). Por que? Não sei te dizer, só sei que eu não era assim.

–  A TV se tornou minha fiel companheira. Quando chego em casa, antes de tirar a bolsa do ombro, a primeira coisa que faço é ligá-la. Incrível o poder que ela tem de preencher o ambiente e trazer conforto.

– Mesmo sem ter com quem disputar, tenho o meu lugar favorito no sofá.

– Nesses últimos meses aprendi que ter memória de elefante é imprescindível. Esquecer de pagar as contas na datas certas dão uma dor de cabeeeeça…

– Agora eu sei escolher as melhores marcas de detergente, amaciante e pipoca. Acredite, isso REALMENTE fez a diferença na minha vida.

– Ao telefone, falo como se não houvesse amanhã. Entendo isso como uma forma de compensar os momentos em que não tenho com quem conversar.

– Passei a dormir mais! Algumas vezes cheguei do trabalho e às 19h30 já estava encolhida na cama disposta a sair dela só 12 horas depois.

– De lá pra cá passei a tomar banhos menos demorados.  A conta de luz chegando com o meu nome ainda é um pouco preocupante.

– Descobri que, se você não sabe cozinhar ou tem preguiça, qualquer coisa refogada no azeite, alho e sal mata a fome.

– Aprendi que ter uma rotina de afazeres domésticos facilita muito a vida. Assim, você sempre terá as roupas lavadas e a cozinha em dia.

– E a transformação mais importante de todas: maturidade emocional. Não é fácil assumir o controle de uma casa sozinho, ainda mais sabendo que, no meu caso, a minha mãe está há dois mil quilômetros de distância de mim. Conviver com a saudade é um exercício diário, e se você não tiver equilíbrio, desiste fácil.

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About Flávia Lima

Paulistana, 24 anos, jornalista, apaixonada e iniciante na arte de morar sozinha e sobreviver a isto!

2 responses »

  1. A nama tem toque hahahahaha

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